Parem Com o Slut-Shaming

 

            Com toda a polêmica girando ao redor da Miley Cyrus e seu chamado surto, tem ocorrido discussões sérias sobre a quantidade de celebridades que já tiveram algum tipo de reação similar, como Lindsay Lohan ou Britney Spears. Ou até mesmo Marilyn Monroe.
            A exposição midiática pode ser uma arma letal ou uma utilidade, se você souber lidar com todos os custos. As "crianças Disney" sofrem uma exposição precoce ao mundo de Hollywood e, como alguns exemplos mostram, tem consequências drásticas. É difícil lidar. Miley foi Hannah Montana por tanto tempo que talvez essa fosse a forma mais sincera dela se afastar daquilo que já foi. Ou fosse uma reação tardia ao que a mídia faz com seus "brinquedos", ou qualquer outro motivo que ela tenha.
            A grande questão que incomoda é a falta de senso das pessoas em falar disso. A menina não é mais a Hannah Montana. Na verdade, ela nunca foi. A obrigação que ela tem para com seus fãs adolescentes é nula, criada por pais revoltados com a visão que tinham de uma pessoa que nem conhecem sendo modelo de seus filhos. O que a mulher Miley Cyrus faz com a vida dela é problema dela, não de uma filha de alguém que ficará traumatizada com o clipe novo que saiu.
            Não importando se ela está exagerando, saindo do controle ou se perdendo no caminho da exposição extrema, a vida é dela e ela tem direito a escolher o que quiser. Ela, assim como milhares de mulheres que nunca decidiram ser exemplo de nada para ninguém, tem o direito de lamber um martelo em um videoclipe, se assim quiserem.

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