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| Foto: No Lugar de Sempre, Lalesca Fravoline |
Já
é noite, seis horas. Agora são poucas as pessoas passando por essas ruelas,
seres vivos com uma alma dentro do corpo (o quê nos confere a vida, o corpo ou
a alma?). Fico angustiada com o momento de final de expediente, o lugar se
esvaindo, tornando-se deserto, salvo os ecos – ruídos – sociais. Todos numa
eterna pressa para voltar ao lar, alguns a quererem um banho, janta e novela,
quiçá uma rapidinha de 10 minutos, uma gozada e sonhos sem pesadelos.
Enquanto
isso estou aqui desse outro lado da janela, vidro, vitrine, fazendo hora,
pensando na vida, tomando nota de rostos que não me dizem respeito, rostos que
nunca imaginei, que carregam vidas incógnitas, às quais eu daria um tempo da
minha existência para conhecer.


Adorei seu texto, Lale! É impressionante como o dia-a-dia das pessoas ao nosso redor pode se tornar uma verdadeira inspiração pra gente.
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